Após ataque de Cícero Lucena, vereador Fábio Carneiro dispara: “Sigo fiscalizando; não me calo”
O vereador Fábio Carneiro respondeu nesta segunda-feira ao ataque pessoal do prefeito Cícero Lucena e afirmou que a postura do gestor confirma uma característica já percebida por grande parte da cidade: um comportamento marcado por ingratidão, perseguição política e descumprimento de palavra. Para o parlamentar, os ataques surgem justamente porque a Câmara está aprofundando fiscalizações que expõem fragilidades da gestão.
Fábio destacou que sempre manteve coerência e transparência, diferentemente do prefeito. Ele lembrou que, quando Cícero o questionou sobre apoio político, respondeu com sinceridade que não votaria nele — e, a partir desse momento, passou a ser alvo de retaliações e tentativas de intimidação.
“Perseguição não me intimida. Ataque pessoal é o último recurso de quem não consegue responder aos problemas reais da cidade”, declarou.
O vereador também reforçou que o prefeito reage com agressividade porque a oposição tem aprofundado fiscalizações em áreas sensíveis:
Zona Azul / Zona Verde
Fábio lidera a denúncia de que o modelo atual da Zona Azul é injusto, caro e mal fiscalizado, prejudicando trabalhadores e comerciantes. Seu substitutivo, que cria a Zona Verde, virou alvo de forte pressão do Executivo.
“Cícero quer manter um sistema ultrapassado e injusto. Quando ele não consegue explicar por que insiste nisso, parte para o ataque”, afirmou.
Inovatec e contratos suspeitos
O parlamentar também destacou que sua equipe identificou inconsistências em contratos e pagamentos ligados ao programa Inovatec, levantando suspeitas sobre direcionamentos e falta de transparência.
“Estamos investigando contratos que precisam ser explicados. Fiscalização incomoda quem não tem respostas”, disse.
Caos financeiro da Prefeitura
Segundo Fábio, João Pessoa vive um desequilíbrio financeiro crescente, mascarado por remanejamentos constantes.
“É um rastro de retiradas de recursos da saúde, dos idosos, da mobilidade e da assistência social para pagar folha de pagamento. Isso é gravíssimo e ninguém no Executivo explica”, criticou.
Crise na saúde
O vereador lembrou ainda que João Pessoa caiu para segunda pior saúde do Estado, com UPAs superlotadas, falta de médicos e serviços paralisados.
“A população sente na pele o abandono. E ao invés de resolver, Cícero ataca quem cobra”, pontuou.
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Fábio reforçou que nada disso o fará recuar:
“Não vão me intimidar. Vou continuar denunciando a indústria da multa, as obras paralisadas e cada centavo mal aplicado. Deus e o povo vão julgá-lo. Eu não preciso de ataque pessoal para fazer meu trabalho.”
O vereador concluiu reafirmando sua posição:
“Quando uma gestão perde o rumo, começam as agressões. Eu sigo firme, fiscalizando, apresentando soluções e defendendo João Pessoa — porque meu compromisso é com a cidade, e não com acordos políticos.”

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