João Pessoa aparece entre as capitais brasileiras com os piores índices de atendimento na educação infantil, especialmente para crianças de 4 e 5 anos — faixa etária em que a matrícula é obrigatória.
De acordo com levantamento divulgado pela Agência Brasil, enquanto cidades como Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte já universalizaram o atendimento, garantindo 100% de cobertura, a capital paraibana atende apenas 73,4% das crianças.
O cenário é ainda mais preocupante quando comparado às demais capitais com baixo desempenho. João Pessoa aparece ao lado de Maceió (64,8%) e Macapá (71,4%), ficando entre as últimas posições no ranking nacional.
Além disso, o vereador Fábio Carneiro denuncia que a situação é ainda mais grave no atendimento em creches.
“Quase 30% das crianças em idade de creche estão fora da escola em João Pessoa. Isso mostra o tamanho do abandono e a falta de planejamento da gestão passada”, afirmou.
Para o parlamentar, o resultado geral é reflexo direto da falta de compromisso com a primeira infância.
“João Pessoa foi deixada na lanterna da primeira infância. Enquanto outras capitais avançaram e garantiram vagas para todas as crianças, aqui faltou gestão, investimento e compromisso com o futuro”, reforçou.
Especialistas destacam que, apesar de avanços no país, o acesso à educação infantil ainda é um desafio em muitos municípios, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
A baixa cobertura impacta diretamente o desenvolvimento das crianças e também a vida das famílias, que dependem das vagas para poder trabalhar.
Pressão por soluções
Diante do cenário, cresce a cobrança por ampliação de vagas, construção de novas creches e melhoria da estrutura das unidades já existentes.
A educação infantil é considerada uma das etapas mais importantes da formação e o não cumprimento da universalização representa não apenas um problema de gestão, mas também um descumprimento de um direito garantido por lei.

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