A discussão sobre a obrigatoriedade do ponto eletrônico facial para profissionais de saúde deve voltar à pauta da Câmara Municipal de João Pessoa logo após o período carnavalesco. O vereador Guga Moov Jampa (PSD) utilizou a tribuna para anunciar a reapresentação do projeto de lei, reafirmando seu compromisso com a melhoria do atendimento nas unidades básicas. Segundo o parlamentar, a medida é uma resposta ao clamor da população que busca dignidade e respeito ao procurar os serviços públicos de saúde.
O projeto retoma uma tramitação marcada por resistências, tendo sido reprovado anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça e enfrentado vetos do executivo. Guga Moov Jampa criticou o que chamou de “setores corporativistas” que tentam barrar a fiscalização da frequência dos médicos. Ele defende que o controle rigoroso é essencial para evitar que cidadãos madruguem nas unidades sem a garantia de encontrar os profissionais em seus postos de trabalho.
Além da pauta legislativa, o vereador demonstrou indignação ao cobrar a apuração de uma denúncia junto ao Ministério Público Federal envolvendo a diretoria do Conselho Regional de Medicina. A acusação sugere um conluio com uma cooperativa médica para dificultar o acesso de usuários a planos de saúde. Para o parlamentar, a transparência e a investigação minuciosa dessas condutas são fundamentais para assegurar um sistema de saúde humano e de qualidade.
Com a reapresentação da matéria após as festividades, a expectativa é de novos embates no plenário da Casa Napoleão Laureano. O vereador reiterou que foi eleito para defender uma saúde pública eficiente e que não se intimidará diante das pressões contrárias ao ponto eletrônico. A proposta coloca novamente em evidência o debate sobre a gestão de recursos humanos e a eficiência dos serviços prestados à comunidade pessoense.

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