O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad, defendeu a ampliação da fiscalização em toda a cadeia de combustíveis como forma de esclarecer a alta dos preços ao consumidor. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19), durante entrevista ao repórter Fernando Braz, do programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Segundo Hamad, é necessário que a apuração vá além dos postos e alcance desde a origem do produto até a venda final. “A gente precisa ter uma fiscalização do poço ao posto. A população precisa entender que o dono do posto de gasolina não tem culpa de nada”, afirmou.
O presidente do Sindipetro-PB criticou o que classificou como tentativa de responsabilizar apenas os revendedores pelo aumento nos preços. Para ele, o debate precisa ser mais transparente e envolver todos os elos da cadeia produtiva. “O governo tem que parar com essa especulação de procurar culpado e ser claro com a população”, disse.
Durante a entrevista, Omar Hamad também apontou mudanças na política de comercialização da Petrobras como um dos fatores que influenciam os preços. De acordo com ele, a estatal teria cancelado contratos com distribuidoras e passado a adotar vendas por meio de leilões, com cobrança de ágio. “A população precisa saber que estamos passando por um momento complicado, com crises internacionais de energia, e isso impacta diretamente nos valores”, destacou.
Ele ainda ressaltou que os constantes reajustes nas refinarias dificultam a atuação dos empresários do setor. “O preço está escalando, com aumentos frequentes de 50 centavos a um real. Como é que o empresário vai trabalhar assim, com margens apertadas?”, questionou.
Hamad voltou a defender uma fiscalização mais ampla, incluindo distribuidoras, para que haja maior clareza sobre a formação dos preços. “Não adianta só fiscalizar a ponta ou jogar o posto contra a população. Vamos fiscalizar toda a cadeia produtiva, que aí a população vai saber onde está o problema”, concluiu.

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