O vereador Fábio Carneiro (Solidariedade) denunciou, nesta terça-feira (13), o crescimento alarmante de 372% da população em situação de rua em João Pessoa, apontando o dado como reflexo direto da falência das políticas públicas sociais da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) ao longo dos últimos anos.
De acordo com dados do Observatório da População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base no Cadastro Único (CadÚnico), João Pessoa encerrou o ano de 2025 com 960 pessoas em situação de rua registradas. Em 2020, eram 203 pessoas, o que evidencia um crescimento explosivo e preocupante.
“Mesmo sendo o menor número absoluto entre as capitais do Nordeste, o que precisa ser analisado é o crescimento. Um aumento de 372% em cinco anos é um colapso social, não um dado positivo”, afirmou o vereador.
Segundo Fábio Carneiro, o dado desmonta qualquer discurso de normalidade por parte da gestão municipal e comprova a incapacidade da Prefeitura de prevenir, acolher e reinserir socialmente pessoas em situação de vulnerabilidade.
O vereador destacou que a presença crescente de pessoas em situação de rua é visível em praças, calçadas, áreas centrais, corredores comerciais, viadutos e na orla da capital, revelando a inexistência de um plano integrado que envolva assistência social, saúde mental, combate à dependência química e políticas de geração de renda.
“Não estamos falando apenas de números. Estamos falando de vidas abandonadas. Quando quase mil pessoas vivem nas ruas, isso é uma escolha política: a escolha da omissão”, declarou.
Como encaminhamento, o parlamentar informou que irá protocolar pedidos formais de informação cobrando da Prefeitura dados detalhados sobre orçamento, programas em funcionamento, metas, cronogramas e resultados efetivos das ações voltadas à população em situação de rua.
“João Pessoa não pode aceitar como normal um aumento de 372%. A cidade precisa de respostas, planejamento e responsabilidade. O que está acontecendo hoje é o retrato do abandono social da PMJP”, concluiu.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de João Pessoa não havia se manifestado oficialmente sobre os dados apresentados pelo Observatório da UFMG nem sobre as cobranças feitas pelo parlamentar.

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