O vereador Fábio Carneiro (Solidariedade) cobrou, nesta quarta-feira (3), esclarecimentos urgentes da Prefeitura de João Pessoa após a denúncia feita pelo vereador Guga Pet (PP) na tribuna da Câmara Municipal, afirmando que apenas três funcionários estariam de serviço no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) no momento da tragédia que resultou na morte de um jovem de 19 anos, no último domingo (30).
A denúncia, considerada gravíssima, reacendeu o alerta sobre possíveis falhas de gestão, ausência de protocolos e negligência na administração do parque — um dos principais equipamentos públicos de lazer e educação ambiental da capital.
“Se essa denúncia se comprovar, estaremos diante de uma irresponsabilidade sem precedentes. A Bica exige uma equipe robusta, treinada e preparada. Operar um parque dessa complexidade com apenas três servidores é colocar vidas humanas e animais em risco”, afirmou Fábio Carneiro.
O parlamentar apoiou o pedido de informações apresentado na CMJP, cobrando que a Prefeitura detalhe imediatamente como estava estruturada a escala de trabalho no dia da tragédia. Entre os pontos que o vereador quer ver esclarecidos estão:
•Quantos servidores estavam oficialmente escalados;
•Quantos estavam de fato presentes;
•A função e a área de atuação de cada funcionário;
•Se havia vigilância e monitoramento permanente;
•Se os protocolos de emergência estavam ativados;
•Quem era o responsável direto por supervisionar a operação do parque.
Para Fábio Carneiro, a denúncia indica a possibilidade de falhas estruturais graves e a necessidade de investigação rígida.
“Não se trata apenas de um acidente. É preciso saber se faltou pessoal, se houve negligência e se a tragédia poderia ter sido evitada. A cidade exige a verdade”, disse.
Fábio Carneiro integra a Comissão Especial que investigará a tragédia, além de já atuar na CPI do Cartel dos Combustíveis, ser membro da Comissão de Políticas Públicas, presidir a Frente Parlamentar de Urbanismo, Paisagismo e Patrimônio Histórico, e atuar como vice-líder da oposição na Câmara.
O vereador defendeu que a comissão tenha acesso imediato às escalas de trabalho, relatórios internos, imagens das câmeras e demais documentos, garantindo investigação completa e transparente.
“Um jovem perdeu a vida. A cidade está abalada e quer respostas. Vamos cobrar, investigar e agir com rigor. Essa tragédia não pode ser tratada como rotina administrativa”, concluiu.

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