Em tom contundente, o vereador de João Pessoa Fábio Lopes (PL) criticou fortemente a prisão de Jair Bolsonaro, classificando-a como “mais política do que jurídica”. A declaração, feita em vídeo distribuído nas redes sociais, reflete a linha de defesa que Lopes sustenta há meses em relação ao ex-presidente.
Um posicionamento alinhado com a ala bolsonarista
Fábio Lopes, figura proeminente da direita paraibana e aliado de confiança de Bolsonaro, afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) de decretar a prisão se trata de uma manobra política: “um momento muito triste para milhões de brasileiros que apoiam o ex-presidente”, disse.
Para o vereador, a detenção de Bolsonaro foi “programada” e motivada por uma espécie de perseguição institucional, e não por uma acusação jurídica cabal. Ele apontou para uma suposta falta de legitimidade do Supremo Tribunal Federal, insinuando que seus ministros “não foram colocados pelo povo” para, segundo ele, praticar ações que ferem as liberdades civis.
A convocação para mobilização popular
Na mesma manifestação, Lopes fez um apelo para que apoiadores de Bolsonaro se mobilizem. Ele conclamou uma vigília nacional e pediu orações pela “liberdade” do ex-presidente, reforçando que a luta pela soltura “é até o fim”: “vamos continuar juntos e fortes para libertar o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro.”
Além disso, o vereador exortou senadores aliados a agirem juridicamente para reverter a prisão, dizendo que “a responsabilidade legal está nas mãos da Casa”.
Histórico de críticas ao STF e defesa da liberdade
Esta não é a primeira vez que Lopes adota discurso duro contra o Supremo e em defesa do ex-presidente. Em março de 2025, ele já havia classificado como “teatro político” a decisão da Primeira Turma do STF que transformou Bolsonaro em réu por tentativa de golpe de Estado.
Já em maio, ele conduziu na Câmara Municipal de João Pessoa uma sessão especial para debater direitos individuais, liberdade e anistia, criticando prisões relacionadas às manifestações de 8 de janeiro e afirmando que a liberdade está sendo “cerceada” no Brasil.

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