• Data: 20/09/2021

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

 Um anúncio das empresas Pfizer e BioNTech informou, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos. Até agora a vacina tem autorização para ser aplicada em pessoas a partir de 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Os dados sobre pessoas mais jovens ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica.

Os resultados vêm de testes de fases 2/3 conduzidos pelas empresas. Participaram 4,5 mil bebês e crianças com idade entre 6 meses e 11 anos em quatro países: Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha. As respostas de geração de anticorpos, das crianças que receberam duas doses de 10 µg (microgramas) administradas com 21 dias de intervalo, foi comparável às registradas em pessoas de 16 a 25 anos, segundo a Pfizer. Há ainda a expectativa de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda este ano, para esses as doses administradas foram abaixo de 3 µg.

A Pfizer e a BioNTech disseram, ainda, que “planejam compartilhar esses dados” com a Food and Drug Administration (FDA), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras agências regulatórias “o mais rápido possível”.

As empresas também anunciaram que “planejam enviar dados do estudo completo de fase 3 para publicação científica”.

Enquanto isso, no Brasil a vacina da Pfizer foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode ser usada em adolescentes a partir dos 12h. Entretanto, o Ministério da Saúde determinou a interrupção da vacinação e adolescentes de 12 a 17 anos contra a covid-19, estipulando que apenas quem tiver deficiência permanente, comorbidades ou privados de liberdade.

A medida causou controvérsia, e ao menos 22 estados e o Distrito Federal já haviam iniciado a imunização dessa faixa etária. A nova determinação do Ministério, entretanto, foi criticada por especialistas e contestada pela própria Anvisa – que afirmou não haver “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso da vacina em adolescentes.

Ao menos 20 capitais e o Distrito Federal anunciaram, no fim de semana, que vão continuar vacinando a faixa etária de 12 a 17 anos.



 

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