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De olho em um ‘terceiro mandato’: prefeitos da Grande João Pessoa ignoram aliados e recorrem ao familismo para disputa eleitoral
  • Data: 05/08/2020

De olho em um ‘terceiro mandato’: prefeitos da Grande João Pessoa ignoram aliados e recorrem ao familismo para disputa eleitoral

Ninguém governa sozinho. Essa máxima da política parece que está sendo ignorada por alguns prefeitos da Grande João Pessoa, que este ano não vão poder disputar a eleição, já que estão no segundo mandato. Pois bem, e diante desse impedimento legal, qual seria a estratégia que os gestores lançariam mão para continuar tendo influência direta em uma eventual futura gestão? Sim, isso mesmo. A velha prática do familismo.

Foi o que adotaram os prefeitos de João Pessoa (Luciano Cartaxo), Lucena (Marcelo Monteiro), e Pedras de Fogo (Dedé Romão).

Em João Pessoa, Cartaxo, poderíamos dizer assim, que é expert no assunto. Já indicou o irmão, Lucélio Cartaxo, em duas oportunidades como candidato a senador e, mais recentemente, governador em 2018. Aliás, Lucélio passou a ocupar o cargo de chefe de gabinete na gestão do irmão depois que foi derrotado pelo governador João Azevêdo. Na última semana, o gestor anunciou o nome da concunhada, Edilma Freire, como pré-candidata à sua sucessão.

Em Lucena, por exemplo, outro exemplo disso. O prefeito Marcelo Monteiro vai tentar eleger o sobrinho, Alex Monteiro, tido por muitos, como um neófito na cidade.

Já em Pedras de Fogo, o critério foi exatamente o mesmo. O prefeito Dedé Romão aposta suas fichas no sobrinho Lucas Romão, que deverá ser o nome do grupo na disputa.

A estratégia não repercutiu bem entre os aliados, que se sentiram preteridos do processo de escolha. Os efeitos de tudo isso, saberemos logo ali, em 15 de novembro. Pois na política, assim como na física, toda ação tem uma reação. Aguardemos.

 



 

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